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Casa Evergreen: Residência em Jurerê Internacional Prioriza Conexão com a Natureza e Integração de Ambientes

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A Casa Evergreen, localizada em Jurerê Internacional, Florianópolis, é um projeto arquitetônico notável que se destaca pela busca de uma integração profunda entre o design residencial e o ambiente natural circundante. Finalizada em 2024, a residência, que abrange quase 1.700 metros quadrados, foi concebida para atuar como um refúgio que transcende as barreiras convencionais entre os espaços internos e a paisagem litorânea.

Conceito e Colaboração no Projeto

O empreendimento, assinado pelos Rosas Arquitetos, com paisagismo de Silvia Monteiro, teve seu projeto de interiores desenvolvido pela arquiteta Beatriz Zeglin. A intenção central era traduzir a atmosfera do litoral em uma experiência de acolhimento e relaxamento, onde a essência do ambiente externo fosse capturada e integrada à vida cotidiana dos moradores. Cada componente do projeto foi planejado para fortalecer o diálogo com a natureza, visando a criação de espaços que transmitissem leveza e conexão.

Desde o início do desenvolvimento dos interiores, o propósito fundamental da Casa Evergreen foi a criação de uma experiência sensorial unificada. O nome, que evoca a ideia de “sempre verde”, simboliza a permanência e a renovação, conceitos intrínsecos à arquitetura concebida por Beatriz Zeglin. A residência, finalizada em 2024, não se fecha em si mesma, mas se abre amplamente para o entorno, convidando a paisagem a fazer parte integrante do dia a dia de quem a habita.

Design Integrado e Foco na Iluminação Natural

Um dos pilares conceituais da Casa Evergreen é a exploração máxima da iluminação natural. As amplas esquadrias e os vãos generosos foram estrategicamente desenhados para assegurar uma entrada abundante de luz, que, por sua vez, potencializa a sensação de amplitude dos espaços. Essa transparência, tanto física quanto visual, permite que o verde exterior penetre no interior da casa, transformando o paisagismo em uma extensão natural dos ambientes internos.

Simultaneamente, a seleção de materiais como madeira, bambu e porcelanatos com aparência natural reforça o intento de edificar um espaço de equilíbrio e atemporalidade. Cada textura foi meticulosamente considerada para proporcionar conforto, frescor e um senso de acolhimento, refletindo o olhar apurado e sensível que caracteriza o trabalho da arquiteta. A Casa Evergreen ilustra como a escolha dos materiais pode expressar conceitos de maneira poética, com uma paleta de cores neutras e texturas naturais que colaboram para uma atmosfera serena.

A Escolha Estratégica de Materiais

O bambu, por exemplo, está presente em múltiplos pontos da residência, como nas cabeceiras das suítes de hóspedes e no piso dos quartos. Sua utilização expressa um compromisso com a sustentabilidade e acentua a conexão com o meio ambiente. A madeira cumaru é aplicada em detalhes de marcenaria e mobiliário, conferindo calor visual e equilíbrio a um espaço predominantemente claro. Já o porcelanato que reproduz o travertino serve como um pano de fundo neutro, refletindo a luz e expandindo a percepção espacial. Essa combinação resulta em uma estética que harmoniza o rústico com o sofisticado, o técnico com o artesanal, onde cada elemento complementa o outro, formando um equilíbrio entre leveza e presença.

A Solução Monolítica de Revestimentos

Um dos maiores destaques da Casa Evergreen reside na aplicação do conceito monolítico de revestimento. A arquiteta Beatriz Zeglin optou por empregar o mesmo produto em diversas áreas da casa, criando uma continuidade que elimina fronteiras e intensifica a sensação de fluidez espacial. O porcelanato Travertino Navona Bianco, da Portobello, estende-se pelo living integrado, pela varanda e até mesmo no interior da piscina. Essa versatilidade é viável devido aos variados tipos de acabamento que a marca disponibiliza para seus produtos, unindo praticidade e segurança em ambientes integrados.

O produto é uma reprodução do travertino, uma rocha calcária utilizada há séculos na arquitetura italiana, reconhecida mundialmente por sua tonalidade neutra, elegante e atemporal. Segundo Beatriz Zeglin, a escolha pelo Navona Bianco se deu por sua “aparência natural, que remete à pedra travertino, mas com todas as vantagens técnicas do porcelanato, fornecendo uma alta durabilidade, baixa absorção e facilidade de manutenção e limpeza.” Ao eliminar contrastes abruptos entre os ambientes, o piso contínuo estabelece uma transição suave entre o interior e o exterior, integrando o paisagismo à arquitetura.

O mesmo critério foi aplicado ao banheiro da suíte master, que incorpora o porcelanato Portobello Folk Ice, uma reprodução de pedra. Este material reveste piso e paredes com tons suaves. A arquiteta explica que, tanto no Navona Bianco quanto no Folk Ice, “a tonalidade mais neutra cria uma base uniforme, que potencializa a entrada de luz natural e valoriza os outros materiais que compõem a casa, como a madeira cumaru, o bambu e as pedras naturais”. É importante notar que essa aplicação monolítica também exigiu atenção técnica, especialmente em áreas molhadas, onde o acabamento natural do porcelanato foi selecionado para garantir aderência e segurança, sem comprometer a estética uniforme.

Experiências nos Diferentes Ambientes

Cada espaço da Casa Evergreen foi concebido para proporcionar uma experiência singular, mantendo sempre um fio condutor de unidade estética. Beatriz Zeglin descreve que “a Casa Evergreen foi pensada como um refúgio, um espaço onde a arquitetura se integra à paisagem e promove a convivência de forma natural”.

Casa Evergreen: Residência em Jurerê Internacional Prioriza Conexão com a Natureza e Integração de Ambientes - Imagem do artigo original

Imagem: Rafael Ribeiro via blog.archtrends.com

No living, o foco é a convivência. O mobiliário solto, com tecidos naturais e tapetes de fibras, reforça a sensação de conforto. A integração entre cozinha, estar e jantar consolida o espaço como o verdadeiro ponto de encontro da casa. Na suíte master, o protagonismo é da textura, com um painel exclusivo de madeira em filetes verticais que adiciona movimento e disfarça uma porta mimetizada, que dá acesso ao closet. A luz natural, que inunda o ambiente através das portas-painel, amplia o espaço e realça as nuances suaves do porcelanato Folk Ice no banheiro, acentuando a atmosfera de refúgio.

O home cinema, por sua vez, foi projetado como um ambiente de introspecção e lazer. A iluminação indireta e os tapetes de alta absorção acústica criam o cenário ideal para relaxar, assistir a filmes e desconectar-se do ritmo cotidiano. O subsolo surpreende pela sua versatilidade, abrigando uma sala de jogos para os filhos, um ateliê criativo e uma suíte de hóspedes que se integra a um jardim privativo.

No coração da Casa Evergreen, o living integrado sintetiza o conceito de convivência fluida. A sala de estar, de jantar e a cozinha se unem em um ambiente contínuo, onde o porcelanato ininterrupto reforça a amplitude e a harmonia. As amplas aberturas permitem que a luz natural permeie o espaço durante todo o dia, criando jogos de sombra e reflexo que variam conforme a hora.

A varanda dá sequência ao living, estendendo a área social para o exterior da Casa Evergreen. Quando as esquadrias são abertas por completo, a percepção é de ausência de limites entre os ambientes interno e externo. Beatriz Zeglin descreve a “atmosfera leve e acolhedora, pensada para momentos de descanso e contemplação”. Nesse cenário, os materiais se expressam de forma natural: a madeira cumaru aquece o ambiente, o bambu introduz textura e o porcelanato que reproduz travertino confere leveza. Graças à integração visual, o olhar percorre o espaço sem interrupções.

Detalhes Técnicos e Estéticos

A riqueza da Casa Evergreen também reside nos detalhes. Os chanfrados sutis nas bordas das pedras, por exemplo, geram uma ilusão de leveza nas superfícies. As portas mimetizadas asseguram continuidade visual e eliminam interferências. A automação residencial integrada permite controlar a iluminação, o som e a climatização de maneira prática e intuitiva, reforçando o conforto diário. Esses detalhes técnicos, que muitas vezes passam despercebidos à primeira vista, são cruciais para o resultado final do projeto.

Outro elemento marcante na Casa Evergreen é a escada escultural, que se destaca no living como uma verdadeira obra de arte. O design fluido e sofisticado, idealizado pela arquiteta, eleva a escada ao papel de protagonista da composição, sem que ela comprometa a harmonia do conjunto. Confeccionada com precisão artesanal e acabamento impecável, a peça une funcionalidade e estética, cumprindo o papel de transição entre os pavimentos e, ao mesmo tempo, atuando como um elemento de identidade visual. A leveza do traço, o emprego de materiais nobres e o diálogo com a iluminação natural a tornam um símbolo da linguagem sensível e contemporânea que define o projeto.

A Filosofia do Escritório Beatriz Zeglin

O escritório de Beatriz Zeglin, sediado em Florianópolis, reflete o mesmo equilíbrio entre técnica e sensibilidade que é perceptível na Casa Evergreen. Seu trabalho parte da premissa de que a arquitetura deve criar experiências significativas, estabelecendo uma conexão entre pessoas, natureza e espaço. Cada projeto é desenvolvido com atenção ao detalhe, funcionalidade e uma estética atemporal. Essa abordagem se manifesta em diferentes escalas, desde a arquitetura residencial até empreendimentos comerciais, mostras e interiores, sempre com a busca pela pureza das formas e a integração entre os elementos. A Casa Evergreen, dessa forma, é mais do que um projeto; ela é a materialização do DNA do escritório, um exemplo de como o design pode ser uma ferramenta de bem-estar, convidando o olhar a desacelerar e o corpo a se reconectar com o essencial.

Com informações de Archtrends Portobello

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